Desocupação no AM atinge 13,1% e está acima da média nacional

  • Postada em: 14/11/2018
  • Autor: Eustáquio Libório

No Brasil, a taxa de desocupação foi de 11,9%. Em 21 das 27 unidades da federação, a taxa de desocupação permaneceu estável em relação ao segundo trimestre de 2018. A única UF em alta (2,3 pontos percentuais) foi Roraima (de 11,2 para 13,5%). As quedas ocorreram em Mato Grosso (-1,8 p.p.), Tocantins (-1,6 p.p.), Minas Gerais (-1,1 p.p.), Ceará (-1,1 p.p.) e Rio de Janeiro (-0,8 p.p.). No terceiro trimestre de 2018, as maiores taxas de desocupação entre as unidades da federação foram: Amapá (18,3), Sergipe (17,5%) e Alagoas (17,1%). As menores taxas de desocupação foram observadas em Santa Catarina (6,2%), Mato Grosso (6,7%) e Mato Grosso do Sul (7,2%).

Amazonas
A pesquisa do IBGE mostra que o Estado do Amazonas tem posição com maior número de desocupados que a média nacional. O estado aparece com 13,1% de taxa de desocupação, enquanto o número de trabalhadores com carteira assinada, isto é, com emprego formal é de 67,7%. Da população que se encontra em idade economicamente ativa, 33% estão trabalhando por conta própria, informa o IBGE. Em outras palavras, vivem fazendo bico em ocupações precárias.

No terceiro trimestre de 2018, a taxa de subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial) foi de 24,2%, o que representa 27,32 milhões de pessoas. Piauí (39,9%), Maranhão (38,8%) e Bahia (38,5%) apresentaram as maiores taxas de subutilização e as menores taxas foram em Santa Catarina (11,2%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%).

Desalentados perto de 5 milhões
O contingente de desalentados no terceiro trimestre de 2018 foi de 4,78 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade, valor estável em relação ao 2º trimestre de 2018 (4,83 milhões, o maior contingente de desalentados da série histórica da PNAD Contínua). Houve aumento de 12,6% frente ao 3º trimestre de 2017, quando eram 4,24 milhões de pessoas desalentadas. Os maiores contingentes estavam na Bahia (794 mil pessoas) e no Maranhão (523 mil) e os menores em Roraima e no Amapá, com 12 e 11 mil pessoas, respectivamente.

O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada), no terceiro trimestre de 2018, foi de 4,3%, estável em relação ao trimestre anterior (4,4%, a maior taxa da série histórica). Entre as unidades da federação, Maranhão (16,6%) e Alagoas (16,0%) tinham as maiores taxas de desalento e Rio de Janeiro (1,2%) e Santa Catarina (0,8%), as menores.

Emprego formal
No setor privado do país, 74,1% dos empregados tinham carteira de trabalho assinada (estabilidade frente ao 3º trimestre de 2017). Os menores percentuais de empregados com carteira no setor privado estavam nas Regiões Nordeste (58,7%) e Norte (60,7%); o maior estava no Sul (83,4%). As UFs com os maiores percentuais foram Santa Catarina (88,4%), Rio Grande do Sul (82,8%) e São Paulo (81,1%), e as menores ficaram com Maranhão (51,1%), Piauí (54,1%) e Paraíba (54,9%).

No 3º trimestre de 2018, o número de empregados no setor privado sem carteira assinada cresceu 4,7% em relação ao trimestre anterior, uma alta de 522 mil pessoas. Frente ao 3º trimestre de 2017, esse aumento foi de 5,5% (601 mil pessoas). Entre as UFs, as maiores proporções foram no Maranhã (48,9%), Piauí (45,9%) e Paraíba (45,1%), e as menores foram em Santa Catarina (11,6%), Rio Grande do Sul (17,2%) e São Paulo (18,9%).

Pessoas ocupadas
No terceiro trimestre de 2018, 92,6 milhões de pessoas estavam ocupadas, sendo 67,5% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,8% de empregadores, 25,4% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares. As regiões Norte (32,4%) e Nordeste (29,0%) apresentaram os maiores percentuais de trabalhadores por conta própria. Entre as UFs, os maiores percentuais foram do Pará (34,6%), Maranhão (33,8%) e Amazonas (33,0%), enquanto os menores ficaram com o Distrito Federal (19,4%), São Paulo (21,4%) e Santa Catarina (22,1%).
Fonte: IBGE

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